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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

19 - Dia da Emancipação Política do Paraná

Muitos paranaenses passam todos os dias por ruas, avenidas e praças que levam o nome de "19 de Dezembro" e nem imaginam porque o logradouro recebe esse nome. É nesta data que se comemora a emancipação política do Paraná.

“Em 29 de agosto de 1583, D. Pedro II assinou a Lei Imperial 704. Quatro meses depois instalou-se a Província do Paraná. Assim, o estado deixou de ser a Quinta Comarca de São Paulo e passou a ter uma administração independente”, explica Wilson Maske, doutor em História e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Na época, os presidentes das províncias eram indicados pelo governo imperial e, para o Paraná, o escolhido foi o baiano Zacarias de Góes Vasconcelos. “Esse cargo servia como uma escola para a administração do governo imperial”, diz Maske. O primeiro desafio do novo governante foi povoar o território, até então considerado desabitado. Foi iniciado, assim, um movimento para atrair trabalhadores urbanos de outras capitais, como padeiros, pedreiros e marceneiros. 

De acordo com Nelson Tomazi, sociólogo, historiador e professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a emancipação política do Paraná foi um projeto do governo imperial com o objetivo de unir os interesses regionais daqueles que dominavam política e economicamente a região – os produtores de erva-mate – com os interesses da Coroa, criando uma zona intermediária entre a Província do Rio Grande do Sul e a Província de São Paulo e Minas Gerais. “Elas eram uma ameaça ao Império brasileiro, pois representavam forças liberais, políticas e militares que buscavam uma mudança no país”, diz Tomazi.

“A escolha da capital se deu um ano após a assinatura da Lei Imperial 704 e Paranaguá, Curitiba, Castro e Lapa eram as cidades que concorriam ao posto. Todos esses centros urbanos tinham quase o mesmo tamanho – entre seis e sete mil habitantes. Curitiba foi contemplada porque estava localizada estrategicamente no centro de todos eles e também porque era a cidade mais rica e importante”, explica o professor da PUCPR.

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