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domingo, 27 de janeiro de 2013

PM mata homem com disparo de arma Taser em SC

O GLOBO-SÃO PAULO

Um homem de 48 anos morreu na madrugada deste sábado, em Florianópolis, após receber disparos de uma pistola Taser, que imobiliza a pessoa por eletrochoque, e também tranquilizantes de uma equipe de socorro médico. As versões da Polícia Militar e do Samu são diferentes.

A polícia disse que o motorista dirigia em alta velocidade e com sinais de embriaguez. Por isso, os PMs deram sinal para ele parar. O homem fugiu. Uma barreira então foi montada, mas ele conseguiu passar pelo cerco policial. Os PMs atiraram no vidro traseiro do carro, que só parou ao bater em um muro. O motorista foi algemado e preso.

Os policiais contaram que ele estava agitado e tentou fugir. Para contê-lo, um soldado usou uma arma de choque e o imobilizou. Como o homem se debatia, os policiais contam que chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e um socorrista aplicou uma injeção para acalmá-lo. Como a medicação não deu resultado, diz a polícia, uma outra dose foi aplicada na sequência. O homem não resistiu e morreu ali mesmo.

Mas a versão dada pelo Samu é outra. O gerente do serviço disse que a ambulância foi chamada quando o homem já estava na delegacia e sofreu uma parada cardíaca no distrito policial. Os socorristas teriam aplicado uma injeção para reanimá-lo e o colocaram na ambulância. O motorista teria morrido a caminho do hospital.

A PM tem imagens da ocorrência, mas não liberou. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso. Não havia drogas nem bebida no carro, segundo o boletim de ocorrência.

O delegado Egídio Klauck disse ao site G1 que uma perícia vai ser realizada no veículo, nas armas apreendidas e no corpo da vítima para o caso ser esclarecido.

Em março do ano passado, um caso parecido ocorreu também em Florianópolis. Um homem de 33 anos morreu depois de ser imobilizado por uma pistola taser, usada pela Polícia Militar.

Maringá

Em Maringá, a Guarda Municipal utiliza o equipamento imobilizante Taser em suas ações ostensivas, porém o equipamento, que é de origem americana, não dispõe de dispositivo de segurança, que bloqueia a descarga, ou seja, enquanto o usuário do equipamento não retirar o dedo do gatilho a arma emite a descarga até que a bateria se esgote.

Sarandi

A Guarda Municipal de Sarandi dispõe de um dispositivo similar, de nome Spark, que é fabricado pela empresa brasileira Condor. A Spark possui um dispositivo de segurança que bloqueia a emissão da descarga elétrica após 5 segundos, o que evita um acidente fatal. A Guarda Municipal de Sarandi foi a primeira instituição a adquirir o produto no Brasil, sendo pioneira na sua utilização.

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