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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Akino Maringá questiona declaração de bens de Ricardo Barros

Furos na declaração de bens de Ricardo Barros

Numa rápida análise da declaração de bens do candidato ao Senado, Ricardo Barros ( PP), apresentada ao TRE-PR, notamos que há furos. Constam como bens dois empréstimos junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 136.366,61, e Sicoob R$ 200.124,23. Igualmente considera bem um depósito que efetuado em favor da empresa MBR , de sua propriedade, no valor de R$ 120.000,00.

Ora, qualquer pessoa com o mínimo conhecimento de contabilidade sabe que empréstimos não são são bens, pelo contrário. Já suas duas fazendas no Piauí com áreas de 1.732 ha e 3.427 ha, declarou valores de R$ 60.000,00 e R$ 30.000,00, respectivamente, ou seja R$ 34,64 por hectare ou R$ 83,83 por alqueire paulista, no caso da primeira e R$ 8,75 por ha ou R$ 21,18, por alqueire paulista.

Aparecem ainda como bens R$ 488.153,93 de capital na Rádio Jornal que só existe no papel, por conta dos parcelamentos de impostos atrasados, que motivaram processo na Justiça Federal. Hoje sua sociedade na Nova Ingá é denominanda Frequencial emprendimentos e Comunicação Ltda, onde aparece com apenas R$ 8.000,00 de capital. Ao contrário de 2006, quando não declarou dinheiro em bancos e em caixa. Desta vez, a exemplo da deputada Cida Borghetti, diz possuir R$ 161.000,00 em dinheiro e mais cerca de R$ 9.400,00 em contas correntes.

Em resumo: Dá para acreditar que no Piauí ainda existam terras no valor de R$ 21,18 e R$ 83,83, por alqueire? Isto mesmo, vinte e um reais e dezoito centavos. Qual seria a atividade? Pecuária, agricultura? Por que guardar R$ 163.000,00 em casa? Entendo que há muitos furos nesta declaração e caberia a Receita Federal fazer uma investigação sobre o patrimônio do deputado.

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